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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Domingo

Domingo sempre foi um dia depressivo pra mim...
Talvez pelo fato de ser o dia logo antes da volta às aulas e ao serviço...
Talvez por ser o dia em que se descansa da saída de sábado...
Eu não sei.
Nunca soube...

Há um tempo, eu descobri uma forma
de "salvar meus domingos"... Ou melhor dizendo, uma pessoa.
De qualquer maneira, nem sempre é possível salvá-los... Então eles continuam sendo um problema.

Recentemente (cerca de 15min atrás) li um parágrafo que conseguiu descrever boa parte do que eu sinto sobre domingos.
O parágrafo pertencia ao livro "A Vida, o Universo e Tudo Mais", do gênio Douglas Adams.
E ele é mais ou menos assim:

"Contudo, no final foram as tardes de domingo que se tornaram insuportáveis: aquela terrível sensação de não ter absolutamente nada para fazer que se instala em torno das 14h55, quando você sabe que já tomou um número mais que razoável de banhos naquele dia, quando sabe que, por mais que tente se concentrar nos artigos dos jornais, você nunca conseguirá lê-los nem colocar em prática a nova e revolucionária técnica de jardinagem que eles descrevem, e quando sabe que, enquanto olha para o relógio, os ponteiros se movem impiedosamente em direção às 16 horas e logo você entrará no longo e sombrio entardecer da alma."

(Douglas Adams - A Vida, o Universo e Tudo Mais)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Desvios

Os desvios são vias que permitem que as pessoas se desloquem bem depressa do ponto A ao ponto B ao mesmo tempo que outras pessoas se deslocam bem depressa do ponto B ao ponto A.
As pessoas que moram no ponto C, que fica entre os dois outros, muitas vezes ficam imaginando o que tem de tão interessante no ponto A para que tanta gente do ponto B queira muito ir pra lá, e o que tem de tão interessante no ponto B para que tanta gente do ponto A queira muito ir pra lá.
Ficam pensando como seria bom se as pessoas resolvessem de uma vez por todas onde é que elas querem ficar.

(Douglas Adams - O Guia do Mochileiro das Galáxias)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Universo

É fato conhecido que há um número infinito de mundos, simplesmente porque há um espaço infinito para que esses mundos existam. Todavia, nem todos são habitados. Assim, deve haver um número finito de mundos habitados. Qualquer número finito dividido por infinito é tão perto de zero que não faz diferença, de forma que a população de todos os planetas do Universo pode ser considerada igual a zero. Disso podemos deduzir que a população de todo o Universo também é zero, e que quaisquer pessoas que você possa encontrar de vez em quando são meramente produtos de uma imaginação perturbada.

(Douglas Adams - O Restaurante no Fim do Universo)